quarta-feira, 3 de abril de 2013

Projeto de Lei para divulgar o 153 da Guarda Municipal


Dispõe sobre a obrigatoriedade de divulgação do canal de atendimento da Guarda Municipal de Campinas – 153 – nos veículos de transporte coletivo, placas com denominação de logradouros e repartições públicas municipais.
Art. 1º – Fica obrigatória a divulgação do canal de atendimento da Guarda Municipal de Campinas – 153 - nos veículos de transporte coletivo, placas com denominação de logradouros e repartições públicas municipais.
§ 1º - A divulgação do canal de atendimento referido no “caput” deverá estar explícita na frase com os dizeres “Ligue 153 - A Guarda Municipal e você”;
§ 2º - Nas placas com denominação de logradouros públicos a divulgação do canal de atendimento deverá ser gradativa na medida em que forem substituídas as atuais ou confeccionadas novas placas; nas placas já existentes deverá ser afixado um adesivo com os dizeres mencionados no parágrafo anterior.
Art. 2º - O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei no prazo de 90 dias.
Art. 3º - Esta lei entre em vigor na data de sua publicação.

Comissão de Assuntos de Segurança Pública da Câmara: reunião realizada no dia 13/3

A criação de uma subcomissão de estudos para discutir a questão específica da segurança em agências bancárias e um projeto de lei para ampliar a divulgação do telefone 153, da Guarda Municipal (GM). Estas foram as principais medidas tomadas pela Comissão de Assuntos de Segurança Pública da Câmara, em reunião realizada no dia 13/3. Com a presença dos vereadores Tico Costa (PP), que preside a comissão, André von Zuben (PPS), Carlão do PT e Pastor Elias Azevedo (PSB), foi enfatizada também a necessidade de um trabalho conjunto entre o Legislativo, o Executivo e os órgãos de segurança no município para se minimizar os índices de violência. Assim, uma moção deve ser enviada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para se requerer a ampliação nos efetivos das polícias civil e militar.

“A subcomissão voltada à segurança na atividade bancária é importante por ser uma questão específica e real na atualidade. Os bancos têm de zelar pela segurança dos clientes e dos funcionários. Hoje, as explosões a caixas eletrônicos têm acontecido sem a presença de pessoas, com o patrimônio da agência sendo único alvo, mas quem garante que, no futuro, alguém não possa se ferir numa ação criminosa? Além disso, há o problema das 'saidinhas' de banco que já vitimou muitas pessoas. Mas ninguém pode ir a uma agência com medo. Se há medo, há algo errado. E cabe aos bancos darem uma solução para essa questão”, afirmou o vereador André von Zuben, que propôs a criação da subcomissão, com um prazo estipulado de 90 dias de trabalho para a apresentação de medidas em projeto de lei ou ações para o setor. Além de von Zuben, que a presidirá, Tico Costa e o Pastor Elias Azevedo comporão os trabalhos. “Os bancos e os trabalhadores estão dispostos a fazer esta discussão na busca de soluções”, enfatizou o representante do PPS.

A proposta de um projeto de lei para a divulgação do telefone 153, da Guarda Municipal (GM), através da sua exposição nas placas de logradouros, prédios públicos e ônibus integrantes do sistema de transporte público, foi outra medida adotada na reunião. “Hoje, por desconhecimento de boa parte dos munícipes, há um índice reduzido de ligações para o 153, se comparado ao número congênere de outros municípios. No Centro de Operações e Inteligência (COI) da Guarda Municipal (GM) de Indaiatuba, este número, por exemplo, chega a 4 mil ligações por mês. Em Campinas, apesar da nossa população ser seis vezes maior, este número gira em torno de 1,2 mil ligações”, afirma Tico Costa. “Acreditamos que a divulgação maior do 153, com sua exposição nas placas de ruas, prédios públicos e ônibus, levará a um maior acesso ao serviço, ampliando a ação da GM e desafogando o trânsito telefônico no Copom da PM. Além disso, o crescente acesso ao 153 daria ao cidadão uma opção de atendimento à sua segurança, principalmente no caso de existir uma saturação nas chamadas do 190 no momento da ligação”, enfatizou o pepebista.



Moção ao governo estadual

Já o vereador Carlão do PT propôs que a Comissão encaminhe uma moção ao governo estadual com o pedido de maior efetivo para as polícias civil e militar. “É preciso que se amplie as ações de combate ao crime, mas hoje há muitos integrantes dessas polícias em disfunção, ou seja, fora do serviço de rua. Precisamos saber das autoridades ligadas à segurança, nem que seja por ofício, onde estão alocados os efetivos. E, nesse sentido, seria incluído também um pedido ao Executivo municipal para ampliação do atual contingente da GM”, afirmou o petista. Carlão lembrou ainda que unir forças faz parte da estratégia de combate ao crime. “É preciso dialogar inclusive com o Exército, no sentido de reduzirmos o roubo de bananas de dinamite, hoje utilizadas na explosão de caixas eletrônicos”.

Outros problemas tratados na Comissão foram a necessidade do corte de mato alto e de se murar terrenos abandonados, a iluminação correta de logradouros públicos e o combate ao comércio de bebidas a menos de 100 metros de escolas. “Os problemas têm que ser resolvidos e não apenas administrados. A lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menos de 100 metros de escolas, por exemplo, existe. Por que então não é respeitada?” - questionou o Pastor Elias Azevedo. Da mesma forma, lembrou o pessebista, se vê o problema do uso de celulares em agências bancárias, que continua a acontecer, apesar de proibição municipal. “É possível reduzirmos os índices de criminalidade, mas desde que haja ação efetiva e acompanhamento sistemático”, disse o pessebista.

Nesse sentido, o vereador Tico Costa voltou a pedir a participação de membros do Legislativo no Gabinete Metropolitano de Gestão Estratégica de Segurança Pública da Região Metropolitana de Campinas, que tem por objetivo integrar ações à prevenção, repressão e redução da violência na RMC. “Não fui ainda comunicado de nenhuma reunião ou ação do Gabinete, apesar do desejo explícito e oficiado à Prefeitura desta nossa Comissão de ter um espaço nas discussões do mesmo”, afirmou o pepebista, que enfatizou o caráter de ideias, indicações e propostas ao Executivo que o grupo do Legislativo pode oferecer no âmbito da segurança.

Reunião da Comissão para os Assuntos de Segurança Pública no dia 20 de fevereiro de 2013


Integração entre o poder o público e a sociedade civil. Esta é a principal ação que a Comissão para os Assuntos de Segurança Pública, presidida pelo vereador Tico Costa (PP) e composta pelos vereadores André von Zuben (PPS), Carlão do PT, Pastor Elias Azevedo (PSB) e Jorge Schneider (PTB), propõe para reduzir os índices de criminalidade no município. Ontem a Comissão se reuniu no Plenarinho da Câmara Municipal e voltou a lembrar da importância dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) numa ação coletiva para minimizar a criminalidade. “Estive na segunda-feira (dia 18) numa reunião do Conseg Sul e havia um interesse de participação da entidade no futuro Gabinete de Segurança que será criado na cidade para combater a violência. Por isso, foi com alegria que vi hoje, na imprensa, que o prefeito Jonas Donizette (PSB) incluirá a representação das entidades no Gabinete”, disse Tico Costa.
A questão da unidade da sociedade no combate à violência foi enfatizada pelo vereador Carlão do PT. Para ele, os Consegs são a base para se ter ciência exata do cenário real da criminalidade no município, mas é preciso também que não se remeta o problema unicamente nos momentos de consternação pela morte de alguém mais conhecido na sociedade. “Na periferia temos, em média, de quatro a cinco mortes violentas por semana. Muitas são o reflexo do crime organizado na cidade. Por isso, há a necessidade de políticas públicas efetivas no combate à criminalidade, com um diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.
Segundo o petista, para que a Comissão para os Assuntos de Segurança Pública e o Poder Público não façam um papel de “enxugar gelo” na questão da insegurança atual, é preciso que várias secretarias estejam integradas na busca de soluções. “A Secretaria de Educação, por exemplo, é essencial no combate ao crime, porque só com educação conseguiremos reverter este quadro efetivamente”, afirmou. Para Carlão do PT, seminários da Comissão com a participação de sociólogos e antropólogos, além do conhecimento de outras realidades que têm dado certo, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) cariocas, serão imprescindíveis para ajudar na busca de soluções para o problema.
A mesma ideia tem o Pastor Elias Azevedo. “É preciso reforçar a educação. Sou favorável à volta da matéria de Educação Moral e Cívica nas escolas. Ela faz falta. A família continua sendo a célula mater da sociedade. Na verdade, a sociedade nada mais é do que o reflexo da família. A sociedade é a família ampliada. Por isso é necessário que os pais saibam onde estão seus filhos, que haja diálogo”. Para o socialista, ações como o Projeto Vizinho Legal, onde estes têm maior integração, podem minimizar o problema. “Além disso, há projetos educacionais, como levar meninos e meninas para aulas de dança ou lutas de competição nos momentos que não estejam nas escolas, que podem coibir a participação destes no mundo do tráfico”, enfatiza o Pastor Elias Azevedo. Temos o problema, agora nossa missão é buscar as soluções”, disse. Ele lembrou que hoje há casos onde a população sequer tem acesso a praças públicas se não obtiver antes a anuência do crime organizado do bairro.

Cultura da paz
Já o vereador André von Zuben afirmou que há a necessidade de se criar uma “cultura da paz” no município. Para ele, “é preciso que exista mais tolerância e fraternidade entre as pessoas”. André von Zuben lembrou que hoje se mata sem que haja envolvimento real da pessoa com o mundo do crime, principalmente nos casos banais de agressão ou de violência doméstica, como o recente assassinato de um jovem campineiro no Guarujá por causa de uma conta errada num restaurante. “É preciso minimizar a criminalidade entre o cidadão honesto. E isso se obtém com maior tolerância. Para aqueles que já estão envolvidos no mundo do crime, faz-se necessário tomar medidas efetivas de ações de coerção. Mas uma mudança de cultura entre os cidadãos de bem, que não são criminosos, pode reduzir a violência em alguns casos”, afirmou o vereador do PPS.
André von Zuben disse ser favorável a ações vigorosas no combate à escalada de violência na cidade e que o papel da Comissão é cobrar ações concretas do Poder Público. “Temos hoje muitas vítimas anônimas da violência. É papel nosso, como vereadores, sermos a voz das comunidades, levarmos o clamor da sociedade aos agentes públicos, com ações efetivas. Dessa forma, proponho convidarmos o secretário municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, Luiz Augusto Baggio, para vir debater o futuro plano de governo para o setor. É necessário, como representantes do povo, integramos a comunidade com ações concretas e leis”, disse o vereador.
Já o presidente da Comissão para os Assuntos de Segurança Pública, Tico Costa, fez questão de reforçar a ideia da integração da sociedade e dos poderes públicos e lembrou que ele mesmo já tomou medidas para que isso se consolide. Uma reunião com todos Consegs do município está sendo agendada junto à presidente geral das entidades, Solange Stabille Nigro. Campinas tem hoje 12 Consegs, com dez deles em atividade. “Os Consegs são prioritários no combate à violência. É preciso fortalecê-los. Mas outras ações vêm em conjunto a essa medida. A melhoria da Guarda Municipal (GM) é outra medida que pode ser adotada, com um trabalho maior do setor de inteligência desta corporação. Com isso, você se antecipa ao criminoso e evita a ocorrência do delito”, afirma Tico Costa.
O presidente da Comissão lembrou ainda que já houve contatos com os comandos das polícias Civil e Militar para que elas estejam integradas no plano municipal de combate à violência. “Agendaremos, na Comissão, num momento próximo, reuniões com esses comandos”, frisou. Há visitas previstas também à Central de Monitoramento de Campinas (CIMCamp) e ao município de Indaiatuba, para se avaliar o sistema de câmeras local, que reconhece placas de veículos.
Tico Costa lembrou também da necessidade de uma participação da população em ações simples, mas que podem inibir a escalada do crime. “Soube de um caso, por exemplo, onde parou um caminhão diante de uma residência e os ladrões literalmente roubaram tudo na casa. O vizinho viu tudo, mas achou que era uma mudança, não desconfiou de nada e não avisou a polícia. Se houvesse um contato maior entre os vizinhos, esse roubo teria sido evitado”, diz Tico Costa. Para o pepepista, é importante ainda que o número 153 (da Central de Atendimento da Guarda Municipal) seja mais divulgado à população.

Casas noturnas
A Comissão para os Assuntos de Segurança Pública discutiu também a questão da contínua fiscalização às casas noturnas e locais de grande aglomeração popular em Campinas. Para o Pastor Elias Avezedo, o ato de fiscalizar este setor não deve ser paralisado. “Houve o problema na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), e tivemos uma mobilização nacional neste sentido. Mas, agora, deve ser um fator constante de atenção da Comissão”, disse. Já André von Zuben enfatizou que a Comissão não deixará o fato cair no esquecimento. “Vamos cobrar sempre. Daqui a seis meses, por exemplo, proponho que busquemos junto aos órgãos competentes como está a situação de cada casa que foi autuada, se houve solução efetiva, se alguma foi reaberta irregularmente. Ou seja, é preciso se efetivar uma fiscalização periódica para que possamos evitar em Campinas uma tragédia como a de Santa Maria”, afirmou. O presidente da Comissão, Tico Costa, frisou que uma das medidas propostas pela Casa para o problema - de placas externas com especificações de segurança expostas nos locais públicos de grande aglomeração - está em votação na Câmara.

Ações da Comissão para os Assuntos de Segurança Pública

Ações realizadas pela Comissão para os Assuntos de Segurança Pública da Câmara Municipal, presidida por Tico Costa (PP) e composta também pelos vereadores André von Zuben (PPS), Carlão do PT (PT), Pastor Elias Azevedo (PSB) e Jorge Schneider (PTB).
 
1) O Centro Integrado de Monitoramento (CIMCamp) foi visitado pela comissão e, no local, constatou-se a necessidade de mudanças para seu melhor funcionamento. Atualmente são cerca de 270 câmeras de monitoramento em operação, número que será ampliado em mais 50 graças à liberação de R$ 300 mil feita pela Prefeitura no final de janeiro. Com isso, a cidade ampliará sua capacidade de fiscalização nos espaços públicos e aumentará a unidade entre a Guarda Municipal (GM), Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros, Samu, Defesa Civil e Emdec, órgãos que se utilizam das informações geradas no CIMCamp.
Na reunião que tivemos com o senhor Nelson Cayres, diretor do órgão, vimos que hoje, em Campinas, há 100 equipamentos em manutenção de maior seriedade. A maior parte das câmeras se encontra inoperante por instabilidade atmosférica, acidentes que envolvem postes, fibras ópticas rompidas por veículos altos, danos na rede por causa de troca de postes ou por falta de energia. Entretanto, um grande problema que detectamos é o tempo de utilização das câmeras, onde a maior parte dos equipamentos tem mais de seis anos de uso. Some-se a isso que desde junho de 2012 não havia reposição de peças por falta de recursos destinados à manutenção. Esse problema, contudo, foi agora solucionado por determinação de vossa excelência na liberação de recursos.
Assim, em janeiro deste ano, três novos servidores de rede e 20 estações de trabalho foram destinados ao CIMCamp para melhorar as condições de monitoramento e gravação, com investimentos de R$ 213 mil. Entretanto, segundo o diretor Nelson Cayres, boa parte dos equipamentos externos e softwares utilizados estão obsoletos, o que prejudica o real funcionamento do órgão. Para isso, já se encontra em processo
de licitação pela Prefeitura aquisição e posterior instalação, em pontos estratégicos,
de 39 câmeras e do software Intelligent Video Analisys (IVA), sistema especificamente desenvolvido para a segurança de metrópoles, com tecnologia para reconhecimento de faces e leitura de placas de veículos, entre outras capacitações. Além disso, há um plano mais ambicioso do CIMCamp de atingir a marca de 1,1 mil em equipamentos externos. Com isso será possível realocar parte das câmeras atuais para ampliar o monitoramento em escolas públicas e centros de saúde.
Assim, nós vereadores nos colocamos à disposição do órgão para unirmos esforços junto à Prefeitura Municipal para que o sistema seja ampliado, readequado e modernizado. Para nós, parlamentares, a reestruturação do CIMCamp é garantia de maior segurança para Campinas, com ênfase na prevenção de crimes. Para que se alcance esta meta, a Comissão para Assuntos de Segurança Pública e a Comissão de Ciência e Tecnologia prometem ampliar esforços e buscar ações efetivas entre os dois poderes para a conquista de melhorias. Hoje, por exemplo, há recursos advindos do Ministério da Ciência e Tecnologia que não são repassados ao Município por falta de projetos elaborados e viáveis. Uma integração entre o Executivo e o Legislativo pode resultar em ideias que se enquadrem na obtenção de verbas de investimento e resultados reais.

2) Visitamos igualmente uma experiência que deu certo na área de segurança pública. Esta foi à sede do Centro de Operações e Inteligência (COI) da Guarda Municipal (GM) de Indaiatuba. Naquele município os números da criminalidade caíram drasticamente, principalmente os roubos e furtos de veículos, o que levou, inclusive, a uma redução no valor do seguro dos veículos. Indaiatuba tem hoje 210 mil habitantes e 145 mil veículos em circulação. Para cuidar da segurança dos munícipes, há um efetivo de 265 integrantes da Guarda Municipal (GM), 160 policiais militares e 31 policiais civis. Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Defesa e Cidadania, o COI é ferramenta imprescindível do sucesso da atual política de segurança pública, implantada em dezembro de 2008 com a concomitante restruturação da GM, e em setembro de 2009, quando foi colocada em funcionamento a primeira ferramenta de monitoramento.
Entre as medidas adotadas para que a política de segurança pública em Indaiatuba desse certo foi implícita a restruturação da GM, que passou por nova metodologia de trabalho. Reformas do prédio onde funciona atualmente o COI e na sede da GM foram imprescindíveis, assim como melhor aparelhamento da corporação, com a aquisição de armas (incluindo não letais), veículos e coletes à prova de balas. Foram integradas 52 viaturas, 20 motocicletas e 10 bicicletas novas ao sistema de patrulhamento. Hoje, em média, 20 viaturas e nove motos ficam em patrulhamento externo constante no município. Isso representa 20% do efetivo da GM sempre nas ruas. Inclua-se ainda o Pelotão de Trânsito e o Canil na segurança do cidadão.
Outro ponto que mudou a área de segurança no município vizinho foi a eficiência da GM no atendimento às ocorrências de rua. Para isso foi essencial a implantação do Geofone. O sistema identifica o local da chamada telefônica no mapa da cidade, traz fotos do imóvel de onde partiu a ligação e o nome do proprietário, assim como de vizinhos. Isso viabilizou o fim de trotes e a agilização da chegada de guardas ao local. Hoje o tempo médio para se atender uma ocorrência é de quatro minutos. Há um GPS acoplado nas viaturas que dá condições de localização daquela que está mais próxima da ocorrência, através de um mapa digital, e enviá-la ao local.
Na visita ao COI vimos ainda o monitoramento por câmeras lá adotado – modelo que a Comissão pretende apresentar à Prefeitura como uma opção a ser implantado no CIMCamp. Indaiatuba tem hoje 45 pontos monitorados por 91 câmeras para o controle de tráfego de veículos no município. Integradas por uma rede de fibras ópticas e “inteligentes”, elas fazem a leitura da placa daqueles que entram e saem da cidade, com cerca de 300 mil fotos realizadas diariamente. Com esse programa é possível se descobrir a incidência de vezes que um veículo suspeito chega ao município. Quando marcada uma placa, um alarme é disparado no sistema para avisar a central da sua chegada. A partir daí, ele é monitorado e, se necessário, uma viatura da GM o seguirá ou o abordará.
Além disso, Indaiatuba tem 36 quarteirões e duas avenidas fechados por 25 câmeras fixas e seis do tipo Dome, giratórias, integradas num quadrilátero. Com isso, tem-se controle efetivo e visual das principais áreas do município. Una-se ao esquema o Projeto Câmera Cidadã, onde sistemas particulares, como de indústrias, agências bancárias e comércio, podem ser integrados, com a requisição de imagens gravadas, quando necessário à uma investigação criminal.

3) Outro ponto que vimos como positivo e reflexo da nova relação entre a GM de Indaiatuba e a população, foi o da divulgação efetiva do número 153 do COI daquele município. O número de ligações para o COI chega a 4 mil por mês. Em Campinas, são cerca de 1,2 mil para o congênere da Guarda Municipal, apesar de termos quase seis vezes mais moradores. Por isso, uma das medidas que esta Comissão para os Assuntos de Segurança Pública já tomou, com a criação de um Projeto de Lei, é a maior divulgação do nosso sistema 153. Acreditamos que a exposição deste número nas placas de logradouros públicos, prédios públicos e ônibus levará a um maior acesso ao serviço, ampliando a ação da GM e desafogando o trânsito telefônico no Copom da PM. Além disso, o crescente acesso ao 153 daria ao cidadão uma opção de atendimento à sua segurança, principalmente no caso de existir uma saturação nas chamadas do 190 no momento da ligação. O slogan será “Ligue 153 – Você e a Guarda Municipal”. Nas placas com essa denominação em logradouros públicos, a divulgação do canal de atendimento deverá ser gradativa, na medida em que forem substituídas as atuais ou confeccionadas novas placas. Já nas placas hoje existentes deverá ser afixado um adesivo com os dizeres.

4) A nossa Comissão decidiu também criar uma Subcomissão sobre Segurança Bancária. A sua composição, conforme regimento, prevê a participação de três vereadores: André von Zuben (PPS) a presidi-la, Tico Costa (PP) como relator e o Pastor Elias Azevedo (PSB) como membro. Com prazo de duração de 90 dias, a Subcomissão pretende apresentar propostas para melhorar a questão da segurança bancária, bem como ações que possam ajudar a enfrentar a insegurança que a população sente hoje. Ela cuidará ainda do problema da segurança dentro dos bancos e externamente, como o crime da “saidinha”, entre outros. Para debater a questão, serão convidados todos envolvidos, entre eles representantes de bancos, bancários e os setores de segurança pública.

5) A Comissão para os Assuntos de Segurança Pública reforça também a ideia da integração da sociedade e dos poderes públicos através de uma maior integração da Prefeitura com todos Consegs do município - Campinas tem hoje 12 Consegs, com dez em atividade. Cremos que os Consegs são entidades prioritárias no combate à violência e que é necessário fortalecê-los. Porém, outras ações vêm em conjunto a essa medida. A melhoria da Guarda Municipal (GM) - com aumento de seu efetivo, o reaparelhamento e o treinamento da mesma - é outra medida que deve ser adotada, inclusive com um trabalho maior do setor de inteligência desta corporação. Com isso, o Poder Público e sua forças de coerção se antecipam ao criminoso e evitam a ocorrência do delito. Não obstante, a Comissão encaminhará uma moção ao Governo do Estado para pedir um maior efetivo e condições de trabalho às polícias Civil e Militar. Acreditamos também que o corte de mato alto e o fechamento de terrenos abandonados, assim como a iluminação correta de logradouros públicos e o combate ao comércio de bebidas a menos de 100 metros de escolas são pontos que vossa excelência poderia enfatizar como prioritários em sua colocação de combate à violência.

6) Por fim, outro ponto que enfatizamos como essencial no esforço que esta Comissão e a Câmara Municipal vêm adotando na união de forças em prol a uma Campinas mais segura para todos é a participação de membros do Legislativo no Gabinete Metropolitano de Gestão Estratégica de Segurança Pública da Região Metropolitana de Campinas. Como este colegiado agora criado tem por objetivo integrar ações à prevenção, repressão e redução da violência na RMC, cremos que nosso trabalho até agora desenvolvido e aquele que ainda virá poderão ajudar no bom funcionamento deste órgão serão bem-vindos. Cremos que o Legislativo pode oferecer muito no âmbito da segurança, na apresentação de ideias, indicações e propostas ao Executivo, além de dispor de experiências no contato com a população para atendermos às demandas necessárias junto com a união ao Executivo Municipal e órgãos de segurança.

Primeiro discurso de Tico Costa na Câmara, proferido no dia 4 de fevereiro de 2013

 

Senhores da Mesa, nobres vereadores, público presente no plenário e telespectadores que nos acompanham pela TV Câmara... o meu boa noite!
Gostaria de começar essa minha fala prestando homenagem a um nordestino que chegou em Campinas em 1970. E aqui criou 5 filhos. O sonho desse nordestino era formar um filho doutor. Infelizmente, por ironia do destino, além de não conseguir, ainda perdeu um de seus filhos para as drogas. Há 8 anos esse seu filho foi assassinado. Mas, hoje, o maior orgulho desse nordestino é dizer que um filho seu é autoridade na cidade de Campinas. Queria registrar nesta primeira fala como vereador e líder da bancada do PP: “Pai eu te amo e vou fazer o que puder para honrar seu sobrenome”.
Mas, ontem, Campinas viu o empresário Sérgio José Lavandos Zakia, de 60 anos, ser assassinado durante um assalto. Por volta das 17h30, ele e sua esposa saíam de casa, na Rua Açaí, no bairro Nova Campinas, para irem à missa, quando foram abordados por ladrões. Os bandidos anunciaram o assalto e depois, sem que aparentemente houvesse reação da vítima, dispararam cinco tiros contra o empresário. Um deles foi fatal.
Hoje, o índice de esclarecimentos de casos de homicídio em Campinas é de 40%, segundo a estimativa do delegado do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil, Rui Pegolo. Ou seja, não chega à metade dos delitos.
Já os últimos dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram um aumento de 15% no número de homicídios dolosos no município de janeiro até agosto de 2012, com 92 casos, comparado com o mesmo período de 2011, em que foram registradas 80 mortes.
A verdade é que nosso município sofre hoje com a crescente insegurança. Como metrópole regional, a cidade se depara com um quadro de carências no setor de segurança pública, apesar dos esforços adotados pelo Estado e o desejo de mudanças exposto pelo prefeito Jonas Donizette.
Para tentar reduzir este quadro, o secretário de Segurança do Estado, Fernando Grella, se propôs a vir a Campinas para criar um pacote de política de segurança para a cidade. Segundo o prefeito Jonas Donizette, a iniciativa partiu do próprio Grella. Porém, ainda não há data para o encontro, que esperamos seja logo.
Sendo assim, nobres vereadores, é preciso que esta Casa se engaje de forma efetiva na batalha para dar à Campinas condições de maior segurança, onde os seus cidadãos possam ir e vir livremente, sem o medo presente a cada segundo. É preciso unir forças.
A Comissão de Assuntos de Segurança Pública, a qual eu presido, e tem como integrantes os vereadores Jorge Schneider, André Voz Zuben, Pastor Elias Azevedo e Carlão do PT, não irá medir esforços para trabalhar em prol de maior segurança para os moradores de Campinas, num trabalho conjunto com Prefeitura, Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal, Consegs e lideranças civis.
Portanto, que essa morte trágica em nosso município seja não apenas um número a mais nas estatísticas, mas um alerta para a necessidade do poder público e a sociedade civil se unirem firmemente no combate à violência. Campinas merece dias melhores. O seu povo merece uma Campinas melhor. E nós, vereadores, temos a obrigação de buscar e criar esta Campinas. Obrigado.


Quem é Tico Costa

Nome: Edivandro de Cássio Langoni da Costa
Partido: Progressista (PP)
Data Nascimento: 29/01/1978
Telefone: (19) 3736-1660
E-mail: ticocosta@campinas.sp.leg.br






Nascido em Campinas em janeiro de 1978, casado e pai de três filhos, é empresário do segmento de bebidas.Foi presidente da Associação dos Distribuidores de Bebidas do Estado de São Paulo (Adibe) e está na diretoria da entidade desde 2008. Morou muito tempo na Vila Formosa, onde organiza há anos um projeto social para a comunidade com a ajuda de voluntários da região. Foi a partir desse trabalho que observou as carências da população da região sul do município e sugeriu um trabalho, através da política, para continuar sua luta pela comunidade. Concorreu pela primeira vez nas urnas e foi eleito com 3.025 votos pela coligação PP/PTN e assumiu o papel de líder da bancada do PP na Câmara. Em outubro de 2013, deixou o PP para se filiar ao recém-criado Solidariedade (SD). Em julho de 2014 se desfiliou no Solidariedade e voltou para o PP. 

Proposições realizadas até junho de 2015

TipoQuantidade
Indicação 1.086
Moção     8
Projeto de Lei Ordinária e Decreto Legislativo    25
Requerimento    98
 
Total de Proposições e mais protocolados

 1.253
   

Comissões das quais participa  Cargo
Comissão para os Assuntos de Segurança Pública  Presidente  
Comissão dos Idosos, Aposentados e Pensionistas  Membro  
Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente  Membro  
Comissão de Política Urbana  Suplente  
Comissão de Política Social e Saúde  Membro  
Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania  Suplente  
Comissão de Educação, Cultura e Esporte  Membro